quarta-feira, 25 de agosto de 2010

FRUTO IMAGINÁRIO.


Morros, pastos verdes ,alguns bois e vacas,cachorros correndo em volta da casa que é de madeira pintada de cor clara, com uma cadeira de balanço marrom escuro na varanda que contém uma rede grande e colorida.
Móveis antigos ,louça de porcelana, água no bule vermelho pronto pra fazer o café.
Cavalos na fazenda ao lado, um mais esbelto que o outro, condicionados a cavalgar e eles correm,parecem tão livres.
Daqui  só se vê um mar de plantação verde,as árvores com sua folhagem e os pássaros fazem a música desse lugar.
Andando dentro da casa que o chão é de madeira e com os passos faz barulho em direção ao sofá de estampa antiga e no chão um tapete médio de retalhos coloridos.
Atrás da janela do quarto tem uma roseira e mais adiante plantações de ervas e verduras.
Pela manhã quando acordo aquele senhor de calça social e camisa xadrez já esta com sua enxada na mão capinando e plantando, seu chapéu é de palha e seu olhar é terno e tranqüilo.
Comida em panelas de barro no fogão a lenha, a moda daqui é cedo e  o silêncio faz o preparar para o paladar ainda ser melhor.
As roupas que se veste são simples e leves, nada de muitas cores, deixamos isso para as flores que encantam no jardim.
A aliança de ouro na mão enrugada e calejada daquele senhor,mostra o quanto é honrado e também trabalhador, seu chapéu caiu no chão, ele se agacha lentamente para pegá-lo e coloca de volta  na sua cabeça  e passa as mãos na testa enxugando o suor do seu rosto.
Seus olhos são azuis e grandes,sua pele é clara,cheia de pintas e queimada do sol.
O cachorro maior está latindo pra ele enquanto é colocado a comida de cada um dos cachorros.
Esse lugar realmente inspira final de vida ou talvez começo de tudo.
Fruto imaginário que gostaria de viver,talvez porque nele só mora simplicidade, nada do que é capitalista,longe das cobiças e neutro diante das riquezas.
Está tarde, deve ser umas 8 da noite, minhas pernas doem de cansaço,minha idade não permite mais muitos abusos de horários que tinha na juventude.
Vou me deitar e me cobrir com minha colcha rendada de crochê, fecharei os olhos e descansarei  porque amanhã será outro dia, ou talvez não mais.

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